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terça-feira, 15 de dezembro de 2015

DENUNCIA GRAVE: Fábrica de carvão funciona causando grande impacto ambiental e prejuízos irreversíveis para a saúde da população; a suspeita é que não exista licença ambiental


Após inúmeras denuncias da população bacabalense a respeito de uma forte nuvem de fumaça oriunda da fabrica de carvão Pacifico de Paula, localizada na BR 316 km 365 em Bacabal, o Blog do Israel Braga fez um levantamento da veracidade de tais informações, e concluiu que a poluição ambiental no entorno da fabrica de carvão é uma uma triste e incontestável realidade.
Os moradores dos bairros Alto Bandeirantes, Trizidela, Magueira, Presidio e partes do centro de Bacabal sofrem com a forte poluição que tem sido gerada pela fabricação do carvão, através da queima do coco babaçu. Isso tem causado, segundo vítimas, sérios problemas de saúde como comprometimentos pulmonares que assemelham-se aos de um fumante (De muito tempo). 

Não menos prejudicial, mas também importante, é a questão da sujeira causada pela fuligem dos resíduos do carvão que impregnam  roupas, telhados, utensílios domésticos, objetos, e até mesmo no piso de casas das redondezas. Em entrevistas realizadas pelo titular deste Blog no bairro Alto Bandeirantes, moradores relatam que até mesmo o preparo de suas alimentações tem sido comprometido pelos resíduos do carvão. Os resíduos são observados em todos os períodos do ano, até mesmo na época chuvosa, como mostra fotos tiradas em maio de 2015, um dos meses com maior precipitação pluviométrica da região.

Dentre vários depoimentos, um nos saltou o olhar, o do Sr. Marcelo, por se tratar de um empreendedor que teve todo seu projeto comprometido, pois com tamanha poluição e sujeira causada pela fabrica de carvão, impediu o funcionamento de sua empresa, a Bio Cana, uma micro-indústria que beneficiaria a cana de açúcar tendo como produto final um concentrado de caldo de cana, onde este seria exportado para diversos de países, gerando assim vários postos de empregos e aquecendo a economia de uma cidade que tem um inenarrável problema de geração de emprego e renda.

O mais assustador é que através de oficio datado de 20 de maio de 2014 destinado ao Sr. Marcelo da Bio Cana, a empresa Pacifico de Paula reconheceu que o seu processo produtivo tinha falhas no que tange ao controle de emissão de poluentes, e garantiu que em um prazo de 90 dias o problema seria resolvido, afirmação que até a data da publicação deste post não foi cumprida.  
Oficio enviado pela fábrica de carvão

O que causa muita estranheza é como tal situação vem se estendendo a mais de duas décadas e nada é feito mesmo após notificação do Ministério Publico Estadual.  
Com a palavra o Ministério Publico Estadual e Federal, Promotoria de Meio Ambiente, Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais, Secretaria municipal do Meio Ambiente e Poder Judiciário Maranhense. 

Por Israel Braga

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